Metodologias ativas deixam de ser tendência para virar necessidade
PAULA CHIDIAC
02/03/2023
Todo educador busca as melhores práticas para que os estudantes fixem o conhecimento e desenvolvam a aprendizagem. Mas como atingir esse objetivo, tendo em vista que as rápidas transformações sociais e tecnológicas transformaram as aulas tradicionais expositivas em atividades praticamente obsoletas?
Para responder essa e outras dúvidas semelhantes, a Rhyzos Educação promoveu na última terça-feira, 28 de fevereiro, o webinar Metodologias Ativas: Experiências de Aprendizagem em Foco.
O evento marcou o lançamento do curso Experiências de aprendizagem ativa e criativa, da Academia Rhyzos, que será ministrado pela pedagoga Thuinie Daros, especialista em gestão da aprendizagem e autora de livros como A sala de aula inovadora e A sala de aula digital.
Educação além do currículo
Mais do que teoria, os alunos gostam de aprender na prática, de maneira dinâmica e interativa. Daí a relevância das chamadas metodologias ativas. Seu principal objetivo é colocar o estudante no centro da própria aprendizagem, enquanto o professor atua como mediador – ou um parceiro de descobertas –, estimulando o trabalho em equipe por meio de jogos, discussões e muita mão na massa.
“As metodologias ativas deixaram de ser tendência e passaram a ser necessidade”, afirma Daros.
Estudos mostram que, quando há conexão com a atividade desenvolvida, o nível de aprendizado aumenta. Nesse sentido, destacam-se a aprendizagem baseada em problema e a aprendizagem baseada em projetos (PBL, na sigla em inglês). A primeira é uma metodologia onde os alunos são convidados a pensar soluções para desafios ou problemas específicos, de preferência do seu entorno. Já a PBL é mais ampla, porque implica na elaboração de um projeto em torno do problema.
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Ambas as metodologias ativam a motivação, a confiança, a criatividade, a autonomia, a organização e o trabalho em equipe, entre outras habilidades.
“O professor é a pessoa que vai filtrar aquele grupo, ensiná-los a se organizar e a entregar no prazo. E essas são habilidades que precisamos ter na vida. As metodologias ativas estão aí também para ensinar as pessoas a serem melhores seres humanos fora da escola”, acrescenta Ana Paula Nunes, pós-graduada em psicopedagogia, educação bilíngue e neurociência na educação.
Superando o ensino tradicional

Como quase toda novidade, pais, diretores e até mesmo professores podem apresentar resistência às propostas de mudança na maneira de ensinar. Soma-se a isso o fato de que, muitas vezes, o ensino tradicional centraliza a figura do professor em sala de aula ao ponto de criar uma dependência do estudante em relação a ele.
Thuinie Daros explica a necessidade de explicar para a criança o limite da responsabilidade do educador – e, consequentemente, onde começa a dela – antes de inserir uma nova metodologia.
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Outro ponto de atenção são as famílias, historicamente acostumadas com tema de casa e cadernos repletos de anotações e questões a serem respondidas. Elas podem estranhar se o aluno não tiver grandes trabalhos a fazer no lar – já que quase todos são realizados em sala de aula.
O novo curso da Academia Rhyzos, Experiências de aprendizagem ativa e criativa, aprofunda o tema com o objetivo de auxiliar o professor a compreender os aspectos conceituais e práticos sobre as metodologias ativas, além do seu próprio papel de facilitador no desenvolvimento da aprendizagem centrada pelo estudantes. Aqueles que fizerem a matrícula e garantir a vaga até 15/03 vão levar dois materiais bônus de forma gratuita.
- E-book: Thunie Daros e as tendências educacionais para 2023
- E-book: O próximo passo da educação maker
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